Bom Dia!    sexta-feira, 10 de setembro de 2010    
 
 
 
   
   
   
   
 
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No Espírito do Documento de Aparecida (1ª parte)
 
O Concílio Vaticano II já condenava como infame “tudo quanto se opõe à vida, (...) toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comercio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como mero instrumento de lucro e não como pessoas livres e responsáveis. Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que procedem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador”.

Trinta anos depois, na encíclica Evangelium Vitae, João Paulo II constatou que as ameaças à vida pareciam estar aumentando. Com o avanço da mentalidade individualista e utilitarista, e com o desenvolvimento da ciência e da técnica, novas violações à vida – como o aborto e a eutanásia – passaram não só a ser praticadas como também vão deixando de ser consideradas ilícitas, sendo até mesmo amparadas pelo Estado. Concluía o Papa: “O resultado de tudo isso é dramático: se é muitíssimo grave e preocupante o fenômeno da eliminação de tantas vidas humanas nascentes ou encaminhadas para o seu acaso, não o é menos o fato de a própria consciência, ofuscada por tão vastos condicionalismos, lhe custar cada vez mais perceber a distinção entre o bem e o mal, precisamente naquilo que toca o valor fundamental da vida humana”

Reafirmando o caminho da Igreja na defesa da vida e da pessoa humana, o Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, ou Documento de Aparecida, lembra que nossa fé não pode ser reduzida a normas e proibições, à repetição mecânica de princípios doutrinais ou ao moralismo. Diz o documento: “Nossa maior ameaça ‘é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez’. A todos nos toca ‘recomeçar a partir de Cristo’, reconhecendo que ‘não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”

Fonte: Texto Base da CF-2008
 
Data 13.02.2008
 
 
 
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