Em 1960, aos 8 anos eu já ajudava meu pai na roça no município de Campestre-GO, e como sempre os mosquitos perturbavam, era uma grande desculpa para fazer um cigarro de palha para espantá-los, sem ter a mínima noção do que aquilo iria representar no futuro. Em 1962, fomo para Caiapônia-GO, viemos para Goiânia em 1968, só que agora o cigarro era de papel “Mistura Fina”.
Tempos depois começou em mim uma gastrite, depois falta de ar e insônia. Fui ao médico, dr. Ciro, no Hospital São Domingos. Ele disse que eu tinha que deixar de fumar e de beber café, além de muitas outras coisas. Tentei várias vezes deixar de fumar, mas não conseguia.
Em 1998, fui internado no Hospital São Bernardo. O raio-X mostrava o início de Enfisema, eu levei um grande susto e fui para casa muito preocupado. Um ano depois fui novamente internado no Hospital Santa Maria com o mesmo problema.
Em 2001, o meu cunhado Izídio se encontrava num leito do Hospital Araújo Jorge, ele que tinha fumado por muitos anos. Quando cheguei para visitá-lo, eu disse “Izídio, como vai?” e ele disse que “o exame deu o trem mesmo!Câncer” e percebi sua aflição naquele momento. Minha sobrinha Fátima, que o acompanhava, me chamou a parte e disse: “Tio, se o senhor ficasse aqui uns 2 dias, o senhor não fumaria mais nunca.”. Eu refleti e disse: “Filha, não vai precisar disso, eu não vou fumar mais e, a partir de agora, com a graça de Deus”.
Quando eu atendia um representante de vendas na nossa mercearia, ele me perguntou se eu não estava fumando, eu que fiquei 5 dias com a carteira de cigarro no bolso, tirei um cigarro e disse, esse cigarro tem 8cm e eu tenho 1,82cm. Ele é veneno, é lixo e eu sou a imagem e semelhança de Deus, por isso ele não vai me vencer, tenho fé em Deus.
Depois fui até a Igreja, passei primeiro na imagem de Santo Expedito e pedi com muita fé e esperança a sua intercessão junto ao Ressuscitado, em seguida caminhei até o Santíssimo e, de joelho, eu conversei com ele por alguns minutos. Nessa conversa eu chorava, a fé era grande demais, eu senti algo dentro de mim, e a certeza que Deus estava me ouvindo, e Ele me ouviu.
E há mais de 4 anos eu não fumo mais e os sintomas que eu sentia não sinto mais. Graças a Deus que continua e continuará fazendo maravilhas em nossas vidas. |